Por uma sociedade responsável

February 8, 2007 at 4:30 pm Leave a comment

Neste fim de campanha já pouco ficou por dizer mas não me consigo calar perante um assunto tão crucial da sociedade portuguesa. A hipocrisia e o desvio habilidoso da discussão central deste referendo feito pela campanha do Não são para mim assustadores, insistem em confundir os portugueses, não deixando espaço ao esclarecimento devido desta matéria, pois o que está em causa é apenas a despenalização, ou seja acabar com a criminalização nesta matéria.
Eu acredito nas mulheres portuguesas, eu confio nas mulheres portuguesas e no seu sentido de responsabilidade pelo que não consigo ficar indiferente a todos os ataques dizendo que as mulheres não podem tomar sozinhas uma decisão que é sua, e que ninguém pode tomar por elas. Temos todos que acreditar que caminhamos para uma sociedade evoluída, com os seus direitos básicos garantidos, não podemos corroborar
mais com o aborto clandestino, colocando em risco a saúde pública.
É extraordinária a bola de neve que tem vindo a crescer nesta fase de campanha, acompanhada por diversos sectores da sociedade e com colaboração de alguma comunicação social, gerando a confusão na cabeça das pessoas, desinformando e aterrorizando através da sua campanha demagógica e sensacionalista.
É triste que não consigam e não queiram fazer um trabalho sério de esclarecimento, fornecendo dados estatísticos e estudos das mais diversas origens, como por exemplo dados concretos do que acontece nos diferentes países da União Europeia nesta matéria.
É fundamental o esclarecimento desta questão para que os eleitores possam tomar uma decisão consciente e responsável. Aliás para mim esta é a questão fundamental: a criação de uma sociedade responsável e consciente dos seus direitos e deveres, com acesso à informação e ao esclarecimento.
A opção é de cada um, deixar tudo como está ou alterar definitivamente esta lei retrógrada, que nos coloca no fundo da lista da Europa nesta matéria. Nenhuma lei poderá alguma vez obrigar uma mulher a ser mãe contra a sua vontade. O que a lei deve fazer é promover uma escolha responsável e apoiar as mulheres nas suas decisões, quaisquer que elas sejam. Vamos continuar esta luta até ao próximo dia onze de Fevereiro para acabar com a vergonha e desmascar o lado da sociedade que apenas consegue coagir através do medo, da demagogia, do terrorismo das palavras e da ameaça. No próximo dia onze não hesites em votar. Porque o teu voto é fundamental.
Vamos acabar com este flagelo e votar SIM por uma saúde com dignidade numa sociedade responsável pelas suas escolhas.
Eu voto SIM.

Joana Seixas, actriz

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4 histórias sobre aborto clandestino | Parte 2 Quantas mais mulheres terão de morrer vítimas de aborto clandestino?

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