A verdade sobre a evolução do aborto na Europa
February 9, 2007
Os números apresentados pelo Não para sugerir qua a despenalização do aborto provoca um aumento do número de abortos praticados são um logro. Ao contrário do que é dito, esses números não comparam a situação antes e depois da despenalização da IVG, mas refletem antes alterações demográficas, fluxos migratórios, alterações comportamentais, sociais e económicas ao longo dos tempos.
Mesmo em termos absolutos, esses dados parciais e enganadores não refletem a verdadeira curva da evolução em países como a Dinamarca, a Finlândia, a Holanda, França ou o Reino Unido. E omitem por completo países como a Alemanha, a Itália, a Áustria, a República Checa, a Letónia, a Hungria, a Lituânia, a Eslováquia, a Eslovénia, a Estónia, a Bulgária e a Roménia, onde o número de abortos tem vindo, comprovadamente, a diminuir desde a despenalização.
O que os relatórios internacionais dizem sobre a taxa de interrupções voluntárias da gravidez (isto é, o número de IVGs praticas em relação ao total das mulheres em idade fértil) é:
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