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1.
Raquel | January 10, 2007 at 11:52 am
Engravidei com 17anos, tive o Quico aos 18. Neste momento tenho 20 anos, e sou mãe solteira. Felizmente os meus pais ajudaram-me, deram-me a escolher, e aceitaram a minha decisão. Mas eu conheço muita gente em que esta história não acabaria desta maneira e queria pedir para darem o direito de escolha às mulheres deste país. Só elas sabem o que é…
2.
Mário Silva Santos | January 12, 2007 at 6:51 pm
Permitam-me propor um exercício a todos aqueles que ainda estiverem indecisos. O que é que se irá passar no dia 11 de Março de 2007 se o “sim à despenalização” ganhar? E no caso de o “não à despenalização” ganhar? Neste último caso, o mesmo número de abortos continuar-se-ão a realizar nas condições desumanas, na sombra da sociedade com todas as consequências tão lamentáveis quanto preveníveis pela simples despenalização deste acto com que ninguém se sente confortável em imaginá-lo quanto mais fazê-lo.
Não acredito que algum eleitor que vote sim não sinta uma repulsa visceral pelo acto de interromper uma gravidez seja a que semana for, no entanto, não é isso que está em causa.
O caminho mais fácil será continuar a acenar com penas de prisão e humilhações públicas às mulheres que não encontram outra solução para o problema com que se veêm confrontadas. O mais difícil é tentar reduzir o número de abortos tentando criar condições de socioeconómicas (sobretudo de educação para a saúde) sem que, entretanto, neguemos a essas mulheres o mínimo de dignidade a que hoje têm direito apenas quando pisam solo espanhol.
Alguém acredita que no processo de decisão de abortar o código penal se sobreponha ao desespero sentido pela mulher?Então que sentido faz a lei actual?
3.
Manel | January 20, 2007 at 3:59 pm
Brilhante, este cartaz… com tão pouco se podem acordar sensações tão fortes. Como neste vídeo, por exemplo: